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PSICOLOGIA 50 ANOS...


 
No dia 27 de agosto (segunda) comemorou-se o dia do psicólogo e ainda os 50 anos da regulamentação da profissão no Brasil.
Temos muito para comemorar e ao mesmo tempo muito parar pensar, refletir sobre a psicologia do futuro... os degraus da escada que esperamos nunca deixar de subir.
50 anos parece muito tempo para um jovem. Não muito tempo para uma pessoa idosa.  Mas a verdade é que para uma jovem de 50 anos, a psicologia (no Brasil), está indo muito bem, obrigada! Ela vem crescendo e se inserindo em diferentes espaços. Cada vez mais o profissional da área está sendo requisitado, exigido e procurado. Seja na área clínica (a mais conhecida), seja na área organizacional e do trabalho – cada vez mais crescente no mercado de trabalho, na área social, jurídica...enfim.
Na edição especial da revista do CRP (Conselho Regional de Psicologia), tem uma entrevista com  Chico Pedro, o primeiro psicólogo a ter uma clínica e o primeiro a ser nomeado pelo Governo do Estado. Junto com sua esposa desempenhou papel importante na consolidação da profissão, e sua história mistura-se à história da psicologia no RS.
O psicólogo de 85 anos estudou fora do país e quando retornou enfrentou dificuldades, preconceitos, mas acima de tudo - por suas palavras - encontrou muita  força no desejo pela busca do reconhecimento da profissão/ pela profissão.
 Sobre o que esperar da psicologia para os próximos anos, diz: “- Tenho a impressão que temos um campo aberto, estamos amadurecendo rapidamente.”
Helena Scarparo, ainda na revista do CRP deste mês, discorreu sobre a psicologia:
 “- Exercemos muitas psicologias e nos relacionamos com diferentes territórios nos quais a concomitância de experiências, de expectativas e de incertezas se mostra como transformação todos os dias. São chances de criação para que não nos acomodemos a conceitos e valores esvaziados e para que o sentimento de esperança que norteou os primeiros processos de consolidação nos estimule a favorecer a consolidação de práticas solidárias, capazes de reconhecer a riqueza da vida. Tal esperança não admite comportamentos ou caminhos marcados de forma rígida por métricas descontextualizadas ou pela renovação de dogmas; ela sugere o exercício político de, ao fazer psicologia, ter claros os valores que justificam nossas práticas e os efeitos que desejamos produzir.”

PARABÉNS aos psicólogos que fazem a diferença e contribuem diariamente para a construção de uma história cada vez mais bonita para a psicologia no Brasil!!!
 Texto publicado nos jornais: Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga, Jornal O Mensageiro de Santo Ângelo, Jornal De Fato de Nova Santa Rita - mês: agosto!


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