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VELHICE NOVAS POSSIBILIDADES E PSICOTERAPIA



Os idosos cada vez mais têm despertado interesse e vêm se destacando não apenas pelo aumento da população idosa, mas também por sua visibilidade social.
No Brasil, segundo dados do IBGE, a expectativa é de que os idosos, que correspondiam a 6 milhões em 1975, cheguem a 31 milhões em 2025 (CORDIOLI, 2008 p. 792).
Aquela condição de isolamento e doença dos idosos – condição esta, ultrapassada - perde espaço para uma nova atitude. Pessoas com idade mais avançada procuram uma qualidade de vida cada vez mais elevada. Os idosos estão pertencendo mais à sociedade e tomando seus lugares no mundo.
        Quem nunca ouviu falar no baile da “3ª idade” ou nos encontros da “melhor idade”? Pois é, não se via isso há 30, 40 anos atrás. O idoso está cada dia mais independente e procurando viver essa etapa da vida com naturalidade, alegria e aceitação.


        Apesar desse crescimento na qualidade de vida dos idosos, as faltas e os sofrimentos emocionais são comuns. Algumas das perdas mais frequentes nessa faixa etária são:
·         Saúde Física;
·         Diminuição das capacidades;
·         Perda de companhia (sentimento de solidão);
·         Perda do cônjuge;
·         Perda do trabalho;
·         Declínio do padrão de vida;
·         Diminuição das responsabilidades (CORDIOLI, 2008 p. 794).

A Psicoterapia com idosos objetiva, entre outras coisas:

·         Adaptação para alterações na situação de vida;
·         Aceitação de uma condição de maior dependência;
·         Desenvolvimento da capacidade de falar sobre si mesmo e sobre seus problemas;
·         Alívio de sentimentos de insegurança;
·         Melhora na autoestima;
·         Aumento na capacidade para utilizar os recursos da comunidade (CORDIOLI, 2008 p. 796).

O paciente idoso é tão capaz quanto o jovem de envolver-se em situação de psicoterapia e se beneficiar com ela. Os objetivos, técnicas e a evolução variam de paciente para paciente, de acordo com suas necessidades e possibilidades.


Marianita Kutter Ortaça
Texto publicado em  01.06.12 nos jornais: Jornal Missioneiro e Jornal O  Mensageiro.

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